Então já esta, entrei em Marrupa
Que diferencia com Majune. Evidentemente a população do distrito e a actividade que tem na sede não se podem comparar com Majune. Também aqui temos energia da rede nacional, a famosa barragem de Cahora Bassa, orgulho nacional. Aqui existe bombas de combustível. Aqui encontra-se no mercado muitas coisas. Realmente é mais agradável e mais fácil morar em Marrupa. Definitivamente.
Neste primeiro mês tenho de confessar que me costa apanhar o Programa na sua globalidade e entender toda subtilidade na implementação das actividades. E verdade que com 59 instrutores no mês de Fevereiro (25 de arroz e 34 de gergelim / horta) não posso conhecer bem e visitar regularmente cada instrutor e todos os produtores. Eentão me apoio muito no trabalho dos nossos parceiros EFAN e EFAU com quem o Programa colabora há mais de 5 anos.
Neste inicio de ano 2012 o trabalho não falta. Primeiro a campanha de arroz precisa muita atenção e trabalho no mês de Janeiro: o seguimento das sementeiras do arroz, da realização dos transplantes, sachas, desbastes e retanchas, a realização de diques, a medição das áreas com GPS, tratamento informático.
Logo entre a segunda metade de Janeiro e a primeira de Fevereiro é a melhor época para semear o gergelim. Assim no 17 de Janeiro chegaram 17 produtores do distrito de Malema, província de Nampula para o fomento do gergelim. Receberam 2 dias de formação na metodologia de trabalho, os pontos técnicos por implementar e no preenchimento dos caderno de recolha de informação.
O mês de Fevereiro também marca o inicio da campanha hortícola. No dia 6 de Fevereiro chegaram mais 17 instrutores de Malema para completar o equipo de instrutores responsáveis da implementação da campanha de horta. Foram também 2 dias de formação com os 34 instrutores. Um grande esforço foi colocado na reestruturação dos cadernos de seguimento para conseguir dados fiáveis.
A pesar do pouco tempo dedicado a visitas no terreno as primeiras sensações são positivas. No caso do arroz, mesmo as áreas ser limitadas, a grande maioria dos produtores trabalhando com o Programa semearam em linha respeitando o compasso recomendado pelo instrutor. O atraso nas limpezas e no transplante limitarão seguramente os níveis de produção mas, as precipitações sendo mais regulares e mais importantes que o ano passado a mesma época, podemos confiar esta vez numa produção normal. O seguimento realizado deveria nos permitir avaliar o impacto no rendimento da técnica de sementeira em linha.
As vendas de gergelim realizam-se bem e o nosso estoque acabou com a ultima entrega. Os instrutores iniciam com os primeiros produtores os tratamentos insecticida e o desbaste. Todos instrutores de horta levaram sementes de cebola, repolho, couve china e alface para vender nas aldeias aos primeiros produtores interessados. Daqui ao final do mês receberam sementes de tomate, pimento, couve tranchuda, cenoura, beringela e alho e venderão sementes até o final de Junho.
Quero concluir aqui dizendo que o apoio dos parceiros é realmente decisivo para conseguir continuidade nas actividades nesse momento de mudança de pessoal expatriado. Parabéns Henriques, Pedro, Brito e Romeu, estão a fazer bom trabalho!
